Quem é Adrilles Jorge, ex-BBB demitido da Jovem Pan após suposto gesto nazista

Quem é Adrilles Jorge, ex-BBB demitido da Jovem Pan após suposto gesto nazista
Foto: Reprodução / Jovem Pan

Demitido nesta quarta-feira (9) pela Jovem Pan após ter feito uma suposta saudação nazista em um noticiário transmitido ao vivo, Adrilles Jorge, 47, coleciona polêmicas desde a época em que participou do Big Brother Brasil (Globo), em 2015, quando se tornou conhecido do público.
 

O escritor mineiro terminou o reality em quarto lugar, saindo com 65% dos votos em um paredão contra Cézar Lima, que se sagrou o vencedor da 15ª edição do reality. Adrilles também foi protagonista de brigas no programa, como um embate com Luan Patrício que entrou para o rol dos maiores barracos do BBB.
 

Algumas das frases proferidas por ele no programa viraram piada na internet e motivo de discussão. Em certo momento, disse que Vinicius de Moraes, se não fosse poeta, seria considerado "um cafajeste de quinta categoria".
 

Para a colega de programa Tamires, por quem se declarou apaixonado e não foi correspondido, escreveu um poema durante o confinamento: "Eu te amo aos pedaços, fatiada. Ao acre tempero da ilusão, entranhada no desgosto do nada, desejada nos desvios do não...".
 

Depois de sair do BBB, Adrilles lançou, ainda em 2015, o livro de poesias "Antijogo". "Nem todos os poemas deste livro são igualmente bons, mas nenhum é ruim e alguns são realmente muito bons", disse na orelha da publicação o escritor Olavo de Carvalho, guru do bolsonarismo morto em 24 de janeiro.
 

Nos últimos anos, Adrilles se notabilizou como um ferrenho defensor do presidente Jair Bolsonaro (PL) e por or seus comentários polêmicos. Em 2020, antes de Regina Duarte assumir a Secretaria Especial de Cultura, ela postou um vídeo do ex-BBB vociferando contra o que chamou de "marxismo cultural", o que ele considera um movimento da esquerda para ganhar território na indústria cultural.
 

"O que o marxismo cultural faz? Coloca negros contra brancos, mulheres contra homens, homossexuais contra heterossexuais", afirmava Adrilles no vídeo editado do programa Morning Show, da Jovem Pan. "Quem é esse cara?!", perguntou Regina na publicação. "Que depoimento bacana, profundo, super-real", elogiou ela.
 

O ex-participante do BBB também fez boa avaliação de um edital público lançado pelo "nazistão", em referência ao programa de incentivo do governo Bolsonaro que tinha sido anunciado por Roberto Alvim, antes de o ex-secretário ser demitido por ter copiado frases de Joseph Gobbels em um pronunciamento em vídeo. "O projeto do nazistão era bom", porque fomentaria desde ópera até quadrinhos, disse.
 

Em outubro do ano passado, mais uma polêmica. Adrilles bateu boca com André Marinho por causa da cobrança feita pelo comediante para que Bolsonaro respondesse a uma pergunta sobre "rachadinha". Na ocasião, o presidente abandonou a entrevista que era realizada no programa Pânico, da Jovem Pan.
 

Bolsonarista, Adrilles havia feito um questionamento anterior a Bolsonaro sobre como o mandatário consegue "enfrentar onda gigantesca de desinformação" contra ele da "hegemonia narrativa progressista".
 

ENTENDA A DEMISSÃO
 

A mais recente polêmica envolvendo Adrilles aconteceu na noite desta terça-feira (8) em um noticiário transmitido ao vivo pela Jovem Pan. Ele fez uma suposta saudação nazista ao fim do programa que abordava o caso Monark, ex-apresentador do Flow Podcast, que defendeu a existência de um partido nazista.
 

Pelas redes sociais, Adrilles comentou o seu desligamento e agradeceu ao antigo canal pela chance. "Fui demitido da Jovem Pan por dar um tchau deturpado por canceladores. Agradeço pela oportunidade e a todos os amigos que lá conquistei e que a mim confiam e apoiam", postou Adrilles.
 

Antes da demissão, ele já tinha negado ter feito uma saudação nazista. "A insanidade dos canceladores ultrapassou o limite da loucura. Depois de um discurso meu veemente contra qualquer defesa do nazismo, um tchau é interpretado como uma saudação nazista. Nazista é a sanha cancelamentora que não enxerga o próprio senso criminoso", afirmou.




Folhapress

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