Produção de grãos na Bahia deve bater novo recorde neste ano

Safra prevista é de 11,1 milhões de toneladas. Milho, algodão, soja e mamona são os grandes destaques do levantamento feito pelo IBGE

Foto: Romildo de Jesus / Tribuna da Bahia

O desempenho da produtividade agrícola da Bahia continua trazendo boas expectativas para a economia do Estado. E o ano de 2022 pode ter um novo recorde:a segunda edição do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, divulgada nesta quinta-feira (07) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), previu que a produção de grãos deve chegar a 11,1 milhões de toneladas. Serão 623 mil a mais (+5,9%) do que o recorde do ano passado, quando a Bahia conseguiu colher 10,5 milhões de toneladas dos 26 itens avaliados pelo IBGE. A previsão de março foi 2,3% maior que a projetada em fevereiro pelo IBGE, quando se estimou uma produção de 10,9 milhões de toneladas.

Com o incremento, o solo baiano permanece com o sétimo lugar em produção de cereais, leguminosas e oleaginosas no Brasil, respondendo por 4,3% do total nacional. Dos 26 produtos investigados na Bahia, 13 tiveram uma expectativa de colheita maior e os outros 13 se mantiveram estáveis entre fevereiro e março. A segunda safra de milho ajudou a alavancar o novo recorde, com um aumento de 18,12% na colheita, influenciada principalmente pelo aumento do rendimento na plantação, que passou de 2,1 para 2,5t por hectare. Em seguida, veio o algodão herbáceo (+2,1%), que coloca a cidade de São Desidério como a segunda produtora da fibra do Brasil em quantidade e valor.

A colheita da mamona também contribuiu para o desempenho da produção baiana, embora sua safra seja menor em relação a outros grãos, de 38 mil toneladas em março. Embora com um crescimento mais discreto para o período (1,4%), a soja deve bater mais um recorde: ainda segundo o IBGE, a colheita esperada neste ano é de 7,08 milhões de toneladas. Assim como o milho, o rendimento da sojicultura também aumentou, subindo de 3,89 para 3,95 t a cada hectare. A produtividade local não tem sofrido com as condições climáticas como em outras regiões do Brasil, o que ajuda a manter o protagonismo da soja na safra de grãos da Bahia, sendo responsável por 63,6% das colheitas no Estado. 

Por outro lado, as colheitas que apresentaram baixa de produtividade foram o tomate, com queda de 14,5% no intervalo do levantamento, seguido pelo cacau (-12,8%) e pelas três safras da batata inglesa (-8,5%).

Por Lily Menezes/Tribuna da Bahia

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