Editorial do jornal classifica ministro como “consigliere” de Vorcaro e pede seu afastamento voluntário da Corte
Um editorial publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo na sexta-feira, 4, fez duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes, acusando-o de causar danos severos à imagem do Supremo Tribunal Federal (STF) ao solicitar a abertura de investigação contra o colega André Mendonça.
As mensagens de Vorcaro e o contrato milionário
A crise envolvendo os dois ministros se intensificou após Mendonça, relator das investigações sobre o Banco Master e as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ter retirado o sigilo de documentos produzidos pela Polícia Federal (PF). O material inclui mensagens, registros de chamadas, contratos e outros arquivos extraídos do celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
Entre os documentos revelados, constam contatos de Vorcaro com Moraes e informações detalhadas sobre um contrato celebrado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, dirigido por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. O acordo estipulava pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões ao longo de três anos. Se cumprido na íntegra, o valor total chegaria a cerca de R$ 131 milhões.
Metadados do arquivo indicam que um perfil identificado como “Ministro Alexandre de Moraes” editou uma versão do documento antes de sua assinatura. Em nota oficial, o escritório confirmou que Moraes teve acesso ao contrato, explicando que ele foi consultado pelo setor de conformidade para verificar a existência de eventuais impedimentos à contratação. A banca sustentou que o ministro jamais julgou processos relacionados ao Banco Master e que os serviços advocatícios foram efetivamente prestados.
A crise envolvendo os dois ministros se intensificou após Mendonça, relator das investigações sobre o Banco Master e as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ter retirado o sigilo de documentos produzidos pela Polícia Federal (PF). O material inclui mensagens, registros de chamadas, contratos e outros arquivos extraídos do celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
Entre os documentos revelados, constam contatos de Vorcaro com Moraes e informações detalhadas sobre um contrato celebrado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, dirigido por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. O acordo estipulava pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões ao longo de três anos. Se cumprido na íntegra, o valor total chegaria a cerca de R$ 131 milhões.
Metadados do arquivo indicam que um perfil identificado como “Ministro Alexandre de Moraes” editou uma versão do documento antes de sua assinatura. Em nota oficial, o escritório confirmou que Moraes teve acesso ao contrato, explicando que ele foi consultado pelo setor de conformidade para verificar a existência de eventuais impedimentos à contratação. A banca sustentou que o ministro jamais julgou processos relacionados ao Banco Master e que os serviços advocatícios foram efetivamente prestados.
Jornal compara Moraes a conselheiro de organização mafiosa
O Estadão foi além em suas críticas. Segundo o editorial, as mensagens apreendidas pela PF indicam que Moraes funcionava como uma espécie de “consigliere” de Vorcaro. O termo italiano, tradicionalmente associado a organizações mafiosas, designa um conselheiro de confiança do chefe.
O Estadão foi além em suas críticas. Segundo o editorial, as mensagens apreendidas pela PF indicam que Moraes funcionava como uma espécie de “consigliere” de Vorcaro. O termo italiano, tradicionalmente associado a organizações mafiosas, designa um conselheiro de confiança do chefe.
Do Contra Fatos
Foto: EFE/Joédson Alves
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⚖️JUSTIÇA





