
A decisão foi comunicada pelo próprio Supremo e mantém válidos os atos realizados por Moraes durante o período em que esteve responsável pelo processo. De acordo com as informações divulgadas pela CNN, processos relacionados ao inquérito que já tiveram denúncias recebidas pela Justiça não serão interrompidos e continuarão tramitando normalmente.
Aberto em março de 2019, o inquérito foi instaurado pelo STF para apurar a divulgação de notícias fraudulentas, ameaças e ataques direcionados a integrantes da Corte. Naquele mesmo ano, Alexandre de Moraes foi escolhido para conduzir o caso pelo então presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli. A indicação ocorreu sem sorteio e posteriormente foi validada pelo plenário do tribunal.
A mudança na relatoria acontece poucos dias depois de Fachin defender publicamente o encerramento da investigação. Na sexta-feira (4), o presidente do STF afirmou que acontecimentos recentes reforçavam a necessidade de concluir um procedimento que já se estende por mais de sete anos.
O cenário ganhou novos contornos após uma disputa envolvendo Alexandre de Moraes, o ministro André Mendonça e a Polícia Federal. Na semana passada, Moraes utilizou informações encaminhadas no âmbito do inquérito para apontar possíveis irregularidades relacionadas à atuação de Mendonça em investigações envolvendo os casos Master e INSS.
Entre os pontos levantados estavam suspeitas relacionadas a improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade.
Posteriormente, Fachin determinou que a decisão de Moraes e os documentos anexados fossem retirados do inquérito das Fake News. O material passou a integrar um procedimento separado, que ficará sob responsabilidade da Presidência do STF.
A alteração representa uma nova etapa em uma investigação que se tornou um dos processos mais relevantes e controversos da Corte nos últimos anos. Ao assumir a condução, Fachin passa a concentrar diretamente no gabinete da Presidência do Supremo a responsabilidade pelos próximos passos do procedimento.
Por Comunicação em Ação
Foto:Sophia Santos/STF
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