Os Estados Unidos confirmaram, nesta quinta-feira (23), a aplicação de uma nova sobretaxa de 12,5% sobre produtos brasileiros. A medida passou a valer à 0h01 desta sexta-feira (24) e integra um pacote tarifário que atinge cerca de 60 países. Com a decisão, parte das mercadorias exportadas pelo Brasil poderá enfrentar uma tributação total de até 37,5%, considerando a tarifa de 25% já aplicada anteriormente.
Segundo o governo norte-americano, os países foram divididos em dois grupos. Aqueles que adotaram medidas consideradas eficazes para impedir a importação de produtos fabricados com trabalho forçado receberão uma sobretaxa de 10%. Já o Brasil foi enquadrado na categoria dos países que, na avaliação dos Estados Unidos, não impõem ou fiscalizam adequadamente esse tipo de restrição, ficando sujeito à alíquota de 12,5%.
Brasil falhou em proibir “bens produzidos com trabalho forçado”
Para os EUA, o Brasil falhou “em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado”. A decisão foi fundamentada em uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que apontou supostas falhas brasileiras no combate à entrada de bens produzidos com trabalho forçado.
O governo norte-americano justificou a medida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, utilizada para responder a práticas classificadas como comerciais desleais.
Taxas impostas pelos EUA somam 37,5%
A nova cobrança se soma à tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, em vigor desde a última quarta-feira (22), ampliando o impacto sobre parte das exportações nacionais. Ao anunciar a medida, o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que “a falha de nossos parceiros comerciais em lidar com a importação de bens feitos com trabalho forçado é inaceitável” e acrescentou que o governo norte-americano não pretende mais tolerar esse tipo de prática.
Anteriormente o governo norte-americano já havia aplicado um tarifaço em parte dos países. O setor anteriormente já tinha demonstrado sinal de receio com as políticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e mais uma vez recua com medidas do presidenciável.
Do Bahia.ba
Foto: White House Archived
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