Encontro não constava na agenda oficial e teria sido articulado por interlocutores de Marco Rubio
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nesta terça-feira, 26, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. Pré-candidato à Presidência da República, Flávio estava acompanhado do irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, e do jornalista Paulo Figueiredo.
Convite partiu do governo norte-americano
A reunião não estava prevista na agenda oficial divulgada pela Casa Branca, que listava apenas compromissos políticos internos de Trump para a tarde. Conforme apuração do portal Metrópoles, o convite teria sido enviado por e-mail pelo próprio governo norte-americano.
Flávio Bolsonaro desembarcou em Washington na segunda-feira, 25, mas evitou confirmar publicamente o encontro, diante da possibilidade de mudanças de última hora na programação. Segundo pessoas próximas ao senador ouvidas pelo jornal O Globo, a articulação para viabilizar a reunião envolveu interlocutores ligados ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, além de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo.
Tarifas, segurança e combate ao crime organizado na pauta
Entre os temas discutidos durante o encontro estiveram segurança pública, cooperação internacional para o combate ao crime organizado, investimentos estratégicos, minerais considerados críticos e tarifas comerciais que incidem sobre exportações brasileiras.
Interlocutores que acompanharam a viagem revelaram ao jornal que a Casa Branca demonstrou interesse em classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas — medida que, se concretizada, poderia ampliar o escopo de cooperação entre os dois países no enfrentamento dessas redes.
Encontro acontece dias após reunião entre Trump e Lula
A audiência com Flávio Bolsonaro ocorreu aproximadamente 20 dias depois de Trump receber o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Casa Branca. Na ocasião, o encontro entre Lula e o líder norte-americano também não havia sido previamente confirmado na agenda oficial do governo dos Estados Unidos, seguindo um padrão semelhante de tratamento reservado a interlocutores brasileiros.
Do Contra Fatos
Foto: Divulgação/Flávio Bolsonaro
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