Biden diz que EUA deve responder ‘militarmente’ se a China invadir Taiwan

"Ideia de que Taiwan pode ser tomada à força, é simplesmente inapropriada", disse o presidente norte-americano

Foto: Reprodução / Facebook
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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse, nesta segunda-feira (23), que está disposto a responder “militarmente” se a China intervir em Taiwan com uso de força. Declaração ocorreu durante uma coletiva, em sua visita a Tóquio, no Japão.

“Nós concordamos com a política de Uma China. Aderimos a ela, e todos os acordos resultantes feitos a partir daí, mas a ideia de que Taiwan pode ser tomada à força, é simplesmente inapropriada”, disse o presidente norte-americano durante uma entrevista coletiva conjunta com o primeiro-ministro japonês Fumio Kishida.

Nas últimas semanas, Pequim enviou dezenas de aviões de guerra para a Zona de Identificação de Defesa Aérea de Taiwan, e o líder chinês Xi Jinping disse que a “reunificação” entre China e Taiwan é inevitável, se recusando a descartar o uso da força.

Biden disse que a China “já está flertando com o perigo agora, voando tão perto e com todas as manobras que está realizando”. O estadunidense havia comparado uma potencial invasão de Taiwan pela China com a invasão da Ucrânia pela Rússia, no início deste ano.

“Mas os Estados Unidos estão comprometidos, nós assumimos um compromisso, apoiamos a política de Uma China, apoiamos tudo o que fizemos no passado, mas isso não significa, não significa que a China tenha a capacidade, tenha a, desculpe-me, jurisdição para entrar e usar a força para assumir Taiwan”, acrescentou Biden.

O Ministério das Relações Exteriores da China disse, nesta segunda, que os EUA não devem defender a independência de Taiwan. “Ninguém deve subestimar a firme resolução, vontade e capacidade do povo chinês de defender sua soberania nacional e integridade territorial e não deve se opor aos 1,4 bilhão de chineses”, disse o porta-voz no ministério, Wang Wenbin, em uma coletiva de imprensa em Pequim.

Bahia.ba

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