Inspeção descarta focos do Aedes aegypti em piscina da ACRA e reforça monitoramento em Alagoinhas


Uma ação técnica da Secretaria Municipal de Saúde de Alagoinhas, por meio da Gerência de Endemias, descartou a presença de focos do mosquito Aedes aegypti na piscina da antiga Associação Cultural e Recreativa de Alagoinhas (ACRA), após vistoria realizada em todo o perímetro do imóvel. A iniciativa integra o conjunto de visitas do Programa Municipal de Controle das Arboviroses e foi antecipada em 15 dias para responder a questionamentos da população.

Coordenadas pela Vigilância Epidemiológica, dentro da estrutura da Vigilância em Saúde, as inspeções incluem a busca ativa por formas imaturas do mosquito, como as larvas, em diferentes pontos do imóvel. Durante as visitas, locais como caixas de passagem de água, túneis, ralos e outros possíveis depósitos foram minuciosamente vistoriados, com tratamento ou eliminação de focos quando necessário.

No caso específico da piscina da ACRA, os agentes não identificaram qualquer presença de larvas ou pupas. De acordo com informações da equipe técnica, a existência de girinos e outros predadores naturais na água contribui para impedir o desenvolvimento do mosquito. Além disso, o baixo nível da água em relação à capacidade total do reservatório reduz as condições ideais para a postura de ovos, que geralmente ocorre nas bordas onde a água alcança.

Segundo o gerente de Endemias, João Teixeira, a ação seguiu o protocolo regular do município, mas foi antecipada diante das dúvidas levantadas pela população. “Fizemos uma antecipação para dar uma resposta à população sobre as indagações relacionadas à ACRA. Deslocamos a equipe, realizamos a inspeção em todo o perímetro e, como de praxe, não encontramos focos do Aedes aegypti na piscina”, afirmou.

Ainda conforme o gerente, as visitas ao local ocorrem de forma bimensal e, historicamente, não têm identificado focos no reservatório. “Apesar de não estar tratada, a piscina apresenta predadores naturais que impedem o desenvolvimento das larvas. Regularmente fazemos essas visitas e não encontramos presença do mosquito em nenhuma de suas fases”, acrescentou João.

A Secretaria de Saúde reforça que o monitoramento contínuo e a colaboração da população são fundamentais para o controle das arboviroses, como dengue, zika e chikungunya, especialmente no período de maior incidência dessas doenças.

 

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