Conflito eleva preços do petróleo e reduz tráfego no Estreito de Ormuz

Conflito eleva preços do petróleo e reduz tráfego no Estreito de Ormuz

Os preços do petróleo registraram forte alta nesta terça-feira (3), refletindo a tensão nos mercados internacionais após a escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. A instabilidade geopolítica reacendeu o temor de interrupções no fornecimento global da commodity, pressionando as cotações nos principais mercados.

O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência internacional, encerrou o pregão com alta de 4,71%, cotado a US$ 81,50 o barril na Intercontinental Exchange (ICE). Já o WTI (West Texas Intermediate), principal referência nos Estados Unidos, avançou 4,7%, fechando a US$ 74,56. Na véspera, os ganhos já haviam sido expressivos: o Brent subiu 6,68%, enquanto o WTI registrou alta de 6,28%.

A escalada dos preços está diretamente ligada às preocupações com o possível fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo. A passagem marítima, localizada entre o Irã e Omã, é considerada um dos pontos mais sensíveis para o fluxo de energia no planeta. Com o início do conflito, o Brent chegou a disparar 12% na abertura do mercado futuro, refletindo o receio de desabastecimento.

Segundo informações divulgadas por um representante da missão naval da União Europeia, embarcações que navegavam na região passaram a receber transmissões via rádio da Guarda Revolucionária do Irã informando que “nenhum navio pode passar pelo Estreito de Ormuz”. A ameaça provocou forte retração no tráfego marítimo, com centenas de navios ancorando no Golfo do Oriente Médio e empresas redirecionando suas rotas para evitar riscos.

Dados de uma empresa especializada em análise de risco e conformidade apontam que o volume total de embarcações no estreito caiu cerca de 75% até o fim de sábado, em comparação com o dia anterior. O cenário amplia as incertezas sobre a oferta global de petróleo e mantém os mercados em alerta, com investidores atentos aos desdobramentos diplomáticos e militares que possam influenciar diretamente o abastecimento e os preços da commodity nos próximos dias.

Por Comunicação em Ação | com informações da CNN
Foto:REUTERS/Alexander Manzyuk/Foto de Arquivo

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