A morte do narcotraficante mais procurado do México, Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, marcou um dos episódios mais impactantes no combate ao crime organizado no país nos últimos anos. Líder do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), ele foi morto no domingo (22) durante uma operação militar realizada no estado de Jalisco, no oeste mexicano, com apoio de inteligência dos Estados Unidos.
Segundo autoridades mexicanas, a ação foi resultado de informações fornecidas por uma parceira do traficante. Além de Oseguera, outros oito integrantes do cartel morreram na operação. Um oficial de defesa norte-americano confirmou que uma força-tarefa interinstitucional dos EUA teve participação no planejamento estratégico da ofensiva.
A morte do líder do CJNG desencadeou uma onda de violência em diferentes regiões do México. Ônibus foram incendiados, estradas bloqueadas e confrontos armados registrados, principalmente em cidades como Puerto Vallarta. De acordo com o secretário de Segurança, ao menos 25 membros da Guarda Nacional morreram, além de uma civil. Cerca de 30 suspeitos também foram mortos e 70 pessoas presas em sete estados.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que as autoridades seguem trabalhando para manter a paz e a normalidade no país. Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cobrou o reforço das ações contra os cartéis. Em fevereiro de 2025, o CJNG foi oficialmente classificado pelos EUA como organização terrorista.
A operação representa um duro golpe contra uma das organizações criminosas mais poderosas da América Latina, mas também evidencia os desafios persistentes do México no enfrentamento ao narcotráfico e à violência associada aos cartéis.
Por Comunicação em Ação | com informações da CNN
Foto:REUTERS/Stringer
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