Associação aponta “cenário manifestamente atípico” e questiona interferências do STF
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) manifestou críticas à condução do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, nos inquéritos que apuram o caso do Banco Master. Em nota, a entidade afirmou que decisões do magistrado instauraram um “cenário, de caráter manifestamente atípico”, destoando da prática institucional que tradicionalmente orienta a atuação conjunta entre a Polícia Federal e o STF.
O posicionamento da associação foi divulgado inicialmente pelo jornal O Globo e expressa “elevada preocupação” com o andamento das investigações. Para a ADPF, há sinais de que prerrogativas dos delegados responsáveis pelo caso estariam sendo reduzidas, o que comprometeria a autonomia da investigação criminal.
Entidade defende separação de competências
Na nota, a associação reforça a necessidade de uma divisão objetiva de funções entre as instituições. Segundo o texto, “aos ministros do Supremo compete o exercício da jurisdição constitucional”, enquanto “aos delegados, por sua vez, incumbe a condução da investigação criminal”.
Os delegados citam decisões judiciais que, na avaliação da entidade, extrapolam o papel do Judiciário e interferem diretamente no planejamento policial, como a determinação de acareações e a fixação de prazos reduzidos para buscas, apreensões e oitivas.
Do Contra Fatos
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