A Venezuela tem mobilizado armamentos, incluindo equipamentos russos antigos, em uma tentativa de preparar uma resistência em caso de ataque aéreo ou terrestre dos Estados Unidos. A estratégia, que incluiria táticas de guerrilha e ações para gerar instabilidade, reflete a escassez de recursos e pessoal enfrentada pelas forças venezuelanas.
A movimentação ocorre após declarações do presidente americano, Donald Trump, que sugeriu a possibilidade de operações terrestres no país, afirmando que “a terra será o próximo alvo”, após ataques a supostos navios de narcotráfico no Caribe e o aumento da presença militar dos EUA na região. Posteriormente, Trump negou planos de incursão direta na Venezuela.
O presidente Nicolás Maduro, no poder desde 2013, acusa Washington de tentar destituí-lo e garante que o povo e os militares resistirão a qualquer tentativa de intervenção. Fontes ouvidas pela Reuters afirmam que as forças armadas venezuelanas enfrentam graves dificuldades, com falta de treinamento, baixos salários e equipamentos deteriorados. Em alguns casos, comandantes têm recorrido a produtores locais para alimentar suas tropas devido à escassez de suprimentos oficiais.
Diante desse cenário, o governo venezuelano aposta em uma resistência prolongada e descentralizada, enquanto o país vive sob crescente pressão política e militar internacional.
Comunicação em Ação | com informações da Reuters
Foto:Leonardo Fernandez Viloria/Reuters
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