Como surgiu a Sexta-Feira Santa?
A Sexta-Feira Santa está dentro da chamada Semana Santa, em que os católicos celebram a última semana de Cristo. A ordem é a seguinte:
Tudo começa no Domingo de Ramos, que é no domingo antes do domingo de Páscoa e marca a entrada de Jesus em Jerusalém.
A quinta-feira é o dia da Última Ceia de Jesus e quando ele lavou os pés dos discípulos.
Na sexta-feira, houve a crucificação.
No domingo, é a ressurreição.
Vale lembrar que o próprio Jesus era judeu; portanto, celebrou a Páscoa dentro do contexto judaico. É com Jesus Cristo que começa a tradição da Semana Santa, que não existia antes dele.
A forma de relembrar os últimos passos de Jesus na Terra, isto é, a Semana Santa, a Sexta-Feira Santa e o domingo de Páscoa mudou ao longo do tempo.
Os primeiros cristãos costumavam celebrar tudo de uma vez só, aos domingos, como a Páscoa.
A partir do século IV os cristãos que viviam em Jerusalém desejaram celebrar de forma separada. Foi assim que tivemos as primeiras organizações no calendário de semana santa como é até hoje.
Todos os anos, a data em que o domingo de Páscoa - e, consequentemente, a Sexta-Feira Santa - ocorre é diferente. Isso ocorre porque a data é atrelada a eventos naturais - entenda o cálculo da data da Páscoa.
Sexta-Feira Santa é dia de peixe?
Esse intervalo de datas faz com que os católicos mais tradicionais possam se preparar para ficar sem carne em dois dias específicos: a Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-Feira Santa.
A partir do momento que virou religião oficial no Império Romano, os cristãos eram batizados na Páscoa e os dias anteriores eram de preparação. E a sexta virou um dia de reflexão, de jejum.
Fontes: Anderson Batista Monteiro, padre e professor do departamento de Teologia da PUC (Pontifícia Universidade Católica) do Rio de Janeiro. Fabio de Souza Balbino, padre e professor do departamento de Teologia da PUC-Rio.
Foto: Católicos comemoram a Sexta-feira Santa na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém
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