Queda do etanol desacelera para o consumidor e GNV dispara

Queda do etanol desacelera para o consumidor e GNV dispara
Foto: Bahia Notícias

O preço do etanol hidratado continuou sua trajetória de queda nesta semana, mas em ritmo mais lento, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).
 

Se na primeira semana de fevereiro a redução das cotações do combustível nas usinas de São Paulo levou a uma queda na bomba de quase 3%, agora esse corte foi de 1,98%.
 

De acordo com a agência, o litro do etanol hidratado custava, em média, R$ 4,699 na semana entre 13 e 19 de fevereiro, com preço mínimo de R$ 3,850/litro e máximo de R$ 7,699/litro. No mês, a queda acumulada é de 6,15%.
 

Já a gasolina comum chegou a custar, na média, R$ 6,583 nas bombas (a quarta queda semanal consecutiva, de 0,5%), puxada pelo etanol anidro mais barato. O combustível chegou a ser vendido por até R$ 7,999 nas bombas em Angra dos Reis (RJ). Em um mês, a queda do combustível chega a 1,13%.
 

Os postos dos estados do Norte eram os que tinham a gasolina mais cara, na média (R$ 6,663/litro); enquanto os do Sul tinham o menor preço (R$ 6,428/litro).
 

O brasileiro pagou, em média, R$ 5,575 pelo diesel, uma queda de 0,25%, com preço mínimo de R$ 5,059 e valor máximo de R$ 6,850. No mês, o combustível acumula queda de 0,2%.
 

Já o preço do GNV (Gás Natural Veicular) segue em alta em todo o país. Nesta semana, o preço do metro cúbico chegou a R$ 4,695, em média --alta de 3,37%. Em um mês, esse aumento é de 4,64%.
 

O mercado no entanto, ainda espera o aumento de preços praticados pela Petrobras com a escalada das cotações internacionais do petróleo, influenciada, entre outros fatores, pela tensão entre Rússia e Ucrânia.
 

Do ponto de vista interno, a alta dos preços dos combustíveis é uma das principais fontes de preocupação para o consumidor e deve estar no centro da campanha presidencial de outubro.
 

A escalada de preços nas bombas tem afetado a inflação e corroído a popularidade do presidente Jair Bolsonaro (PL). Em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, o ex-presidente Lula tem repetido em entrevistas que pretende mudar a política de PPI (Paridade de Preços Internacionais) praticada pela Petrobras desde que o PT deixou o poder.
 

Relator de dois projetos sobre o tema dos combustíveis no Senado, Jean Paul Prates (PT-RN) tenta criar um imposto sobre exportação de petróleo como uma das fontes de financiamento para subsidiar parte do preço em momentos de alta.
 

Uma outra iniciativa busca mudar a maneira como o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre combustíveis é cobrado pelos estados.



Douglas Gavras | Folhapress

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