Estudantes baianos utilizam inhame para produção de bioplástico

Produto tem como matéria-prima o amido do inhame, que possui resinas biodegradáveis

Foto: Divulgação/Assessoria
Foto: Divulgação/Assessoria

 

O Brasil é o 4° maior produtor de lixo plástico do planeta. Além disso, de acordo com o World Wide Fund for Nature (WFF), o país recicla apenas 1,2% desses resíduos, ou seja, o acúmulo desse material na natureza é um problema grave em todo o território brasileiro.

Com o intuito de apresentar uma solução para a diminuição do consumo do plástico, os alunos Amanda Alves, Stephanie Soares e Felipe Messias, orientados pela professora Margarete Correia, no Centro Estadual de Educação Profissional, Gestão e Tecnologia da Informação Álvaro Melo Vieira, da cidade de Ilhéus, iniciaram um projeto que utiliza o “colocasia esculenta”, mais conhecido como inhame, na produção do bioplástico.

Segundo Amanda Alves, o projeto desenvolveu-se a partir de uma outra pesquisa. Ela explica que o antigo estudo tinha o objetivo de usar o inhame para elaboração de canudos biodegradáveis, que tem uma decomposição rápida e é absorvido pela natureza.

Com as informações dessa investigação, a equipe de Amanda elaborou uma proposta que utiliza o amido do inhame como matéria-prima na produção de bioplástico. Baseado nesse produto, por exemplo, é possível fabricar canudos.

O uso do bioplástico traz benefícios ao planeta, porque utiliza recursos que são renovados pela própria natureza, como é o caso do inhame.

“O bioplástico a partir do inhame irá contribuir para diminuir a poluição no meio ambiente. Esse produto é formado por resinas biodegradáveis derivada de fonte renovável e não causa danos ao meio ambiente. Sua decomposição é mais rápida, o que beneficia os microrganismos decompositores e os seres humanos. Esperamos que o bioplástico que estamos produzindo possa colaborar para a diminuição da poluição no meio ambiente”, afirma Amanda.

A ideia empreendedora, que está em fase inicial, faz parte do Programa Ciência na Escola, da Secretaria de Educação, e foi uma das vencedoras da 9ª Feira de Ciências, Empreendedorismo e Inovação da Bahia (FECIBA).

Amanda revela que busca auxílio para o desenvolvimento do produto, que tem grande potencial de comercialização. “Estamos em busca de parcerias que proporcionem a melhoria do nosso produto, realização de testes e a conclusão do projeto”.

A professora orientadora Margarete Correia ressalta que essas investigações são fundamentais para um mundo sustentável.

“Quando os jovens pensam em soluções sustentáveis para a situação do nosso planeta como, por exemplo, a grande quantidade de plásticos que são descartados de forma incorreta no ambiente e por quanto tempo esse material fica causando transtornos, eles são capazes de motivar outras pessoas a desenvolverem mudanças e buscar soluções para minimizar os problemas do meio ambiente”, explica.

Bahia.ba

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