H3N2: sobe para 109 o número de casos de gripe registrados na capital

Apenas nas últimas 24h foram registrados 32 casos

Leilane Teixeira

Foto: Fotos Públicas/GOVRS
Foto: Fotos Públicas/GOVRS

 

Salvador registro nas últimas 24 horas mais 32 casos da influenza H3N2. Com isso, sobre para 109 o número de ocorrências de gripe notificados na cidade em 2021. Desse total, 106 foram notificados entre o final do mês de novembro e início de dezembro.

Para conter o avanço do vírus na cidade, a Prefeitura de Salvador realizará um grande mutirão de vacinação contra influenza na sexta-feira (17). Por conta da intensificação, a estratégia contra Covid-19 será suspensa nessa data.

“Mobilizaremos todas as equipes que atuam no processo de imunização para intensificar a vacinação da gripe na cidade. É uma medida para ampliar a cobertura vacinal no município com o intuito de conseguirmos quebrar a cadeira de transmissão do vírus da influenza na capital e, assim, reduzir os impactos do surto em nosso sistema de assistência de urgência”, explicou Leo Prates.

De acordo com Adielma Nizarala, médica infectologista, a manutenção das medidas sanitárias adotadas para prevenção do coronavírus também é eficaz para proteger contra a influenza. A especialista afirma ainda que a gripe pode evoluir complicações graves.

“Manter o uso da máscara, a lavagem contínua das mãos e o distanciamento social são medidas que ajudam a reduzir os riscos de transmissão da gripe. Os sintomas desse subtipo de vírus são semelhantes aos das outras síndromes gripais clássicas como febre alta, inflamação da garganta, dores no corpo, coriza e tosse persistente. Em alguns casos, a doença pode evoluir para um quadro mais grave com necessidade de cuidados hospitalares mais intensivos”, afirmou a infectologista.

A vacinação contra gripe segue em Salvador exclusivamente para o público elegível da estratégia. Estão habilitados para receber a dose do imunizante trabalhadores da saúde, crianças entre 6 meses e 6 anos; gestantes e puérperas; pessoas com mais de 60 anos; povos indígenas e quilombolas e pessoas com comorbidades ou deficiência permanente. Os postos também estão aplicando a 2ª naquelas crianças vacinadas pela primeira vez em 2021.

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