‘Bahia vai ter novas fronteiras de cacauicultura’, afirma João Leão

O vice-governador João Leão tem projetado com técnicos do Estado e com o apoio de técnicos da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac)

Foto: Ascom/Seplan
Foto: Ascom/Seplan

 

A região Oeste, referência na agricultura irrigada, e o Piemonte do Paraguaçu devem se tornar as novas fronteiras da cacauicultura baiana, na opinião do vice-governador João Leão, secretário do Planejamento, que tem projetado com técnicos do Estado e com o apoio de técnicos da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) esse novo epicentro da produção de cacau irrigado.

A ideia, segundo o gestor, é dar autossuficiência à Bahia e, para isto, tem mapeado as regiões com empreendimentos já implantados ou com potencial de produção, dentro da Agenda Territorial de Desenvolvimento (AGTER) da Seplan.

“O Brasil é o sétimo produtor mundial de cacau. De acordo com dados do IBGE, a safra de 2020 atingiu 269 mil toneladas (t). De acordo com a Secretaria de Agricultura do Estado (Seagri), a Bahia é o segundo maiory produtor da cultura no país com 107 mil toneladas, já o Pará fica em primeiro lugar (144 mil t). A Bahia possui uma área plantada de cacau de aproximadamente 450 mil hectares e cerca de 70% desta área é cultivada por meio do sistema Cabruca. No estado há aproximadamente 45 mil produtores de cacau. Mesmo com este cenário de crescimento, a Bahia tem ainda uma deficiência de mais de 70% em relação ao cacau que é produzido, tendo que importar amêndoas do Pará e de países da África e Ásia. Queremos mudar este cenário”, afirma Leão.

De acordo com o vice-governador, além da produção consolidada da região Sul baiana, o Oeste será um novo polo, por meio do projeto de expansão desta fronteira da cacauicultura. Hoje, revela o gestor da Seplan, já há produção em Riachão das Neves, com o Grupo Schmidt Agrícola, Tamafe Tecnologia, a TFR Consultoria Agrícola, que estão implantando o projeto da BioBrasil, com um viveiro que já possui 120 mil mudas que vai fomentar a produção na região.

Além de Riachão, o projeto planeja contemplar também Angical, Barreiras, Luis Eduardo Magalhães, São Desidério, Cotegipe, Wanderley e Barra. O plantio pode ser irrigado por pivô a pleno sol, por microaspersão ou por gotejamento, consorciado com banana.

Os gestores Paulo Marrocos e Almir Silva da Ceplac, orientadora do projeto, que conta com a parceria da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e da Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob), estiveram com o Diretor de Planejamento Territorial da SEPLAN, Herbert Oliveira, também em Itaberaba e em Iaçú, onde já existe também produção de cacau.

Em Itaberaba, em conjunto com a Prefeitura, o Governo do Estado vai implantar uma Fazenda Escola Modelo, que vai produzir mudas de cacau para pequenos produtores da região. “O prefeito Ricardo Mascarenhas está entusiasmado com o projeto, assim como o prefeito Marcão, do município de Santana, no Oeste, onde também iremos implantar uma Fazenda Escola”, comemorou Leão. Em Barra, o plantio de 100 ha de cacau vai ter irrigação por pivô central, espaldeira, gotejamento e plantio híbrido com bananeira.

Outra referência nestas novas fronteiras agrícolas do cacau baiano, a Fazenda Santa Colomba, no município de Cocos, estim uma primeira safra com produtividade acima de 170 arrobas por hectare. O empreendimento possui 200 ha de cacau plantados e gera cerca de 1 mil empregos.

“Segundo a Ceplac, não tem nada igual no Brasil e no mundo ao que estamos vendo aqui na Bahia. Inicialmente nossa ideia é produzir pra abastecer a Bahia, depois vamos caminhar para exportação. Queremos criar um selo com a chancela da Ufob, UNIVASF, Ceplac e Governo da Bahia. Da mesma maneira que conseguimos plantar soja, milho e algodão no Oeste da Bahia, vamos virar uma potência do cacau e mostrar a força da produtividade baiana”, projeta o vice-governador João Leão.

Bahia.ba

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